Polícia realiza operação para apreensão de documentos em Cooperativa de Anitápolis

POLÍCIA REALIZA OPERAÇÃO PARA APREENSÃO DE DOCUMENTOS EM COOPERATIVA DE ANITÁPOLIS

Segundo informações repassadas por uma fonte de nossa reportagem, a Polícia esteve hoje (25) pela manhã na Cooperativa de Eletrificação Rural de Anitápolis (CERAL), cumprindo um mandado de busca e apreensão de documentos. A ação se originou de uma ação judicial que ainda se encontra em andamento, onde a administração é suspeita nos valores do balancete financeiro da Cooperativa.

Informações da Polícia Civil

Anitápolis – A Polícia Civil deflagrou uma operação na manhã desta segunda- feira (25), na Cooperativa de Eletrificação Rural (CERAL), em Anitápolis. Foram apreendidos documentos e computadores.

De acordo com a Polícia, também foram apreendidos documentos na residência do presidente da cooperativa.

Segundo os policiais, a operação é resultado de uma investigação que teve início em janeiro, deste ano, e que ainda não está finalizada.

A operação contou com a participação de policiais civis da DPC. de Santo Amaro da Imperatriz, DPMu de Anitápolis e Instituto Geral de Pericias.

O caso
O jornal “O Ronco do Bugio” publicou em sua edição nº 34 do mês de março os detalhes do caso, entenda:

CERAL sob suspeita
Análise de documentos aponta inúmeras dúvidas sobre os balancetes financeiros da cooperativa.
O faz de contas da CERAL

A Assembleia Geral Ordinária da Cooperativa de Eletrificação Rural de Anitápolis e Santa Rosa de Lima está se aproximando. Como é sabido, em uma cooperativa este é momento chave, em que são apreciadas e votadas as contas e quando os associados podem tomar outras decisões importantes. Tendo em conta que, em meados do ano passado, uma ação cautelar obrigou a direção da Ceral a dar acesso a documentos e informações que deveriam ser públicos, mas que ela optou por sonegar aos associados (releia a edição 26, de junho de 2015), nossa reportagem buscou atualizar as informações e verificar o que foi feito daqueles aproximadamente “cinco mil papéis copiados”. Os indícios são de que, na Ceral, pode estar havendo transações financeiras estranhas ao objetivo social da cooperativa.

Para lembrar
A iniciativa de entrar com a Ação Cautelar de Exibição de Documentos partiu de Saulo Weiss, que disputou e foi derrotado na eleição para Presidente do Conselho Administrativo da Ceral, em 2014. Depois de ter pedidos de acesso à informação negados pelo presidente eleito, Laudir Coelho, Saulo e os integrantes da chapa concorrente e que se sentiu prejudicada procuraram ajuda jurídica.

O advogado escolhido foi Eduardo José Kuerten Mendes, porque já havia promovido, anteriormente, uma ação judicial que apurou ilegalidade na inscrição de associados na Cooperativa de Eletrificação Rural de Armazém. Além da justiça obrigar um amplo processo de recadastramento dos associados da Cooperzém, determinou a instauração de um procedimento de investigação criminal que apurou diversos delitos cometidos na administração dela.

Muitos dos investigados estão, no momento, respondendo a processo criminal. Depois de análise jurídica dos fatos, foi Eduardo quem os orientou a entrar com a ação cautelar.

O objetivo era apurar possíveis irregularidades no processo eleitoral e realizar um levantamento de dados sobre a situação administrativa e financeira da empresa.

Além da documentação solicitada anteriormente à direção da Ceral, eles passaram a exigir que a cooperativa fornecesse cópias de todos os documentos administrativos e contábeis dos cinco anos anteriores. No dia 12 de junho, o Oficial de Justiça da Comarca de Santo Amaro da Imperatriz executou a ação cautelar.

Suspeitas e dúvidas
Os documentos triados e copiados foram, então, encaminhados para a análise jurídica e perícia contábil. A partir do estudo feito pelo perito contábil Eli de Oliveira de Souza, o advogado Eduardo Kuerten elaborou um relatório onde sugere que pode estar havendo muitas irregularidades na gestão administrativa e financeira da CERAL. Nossa reportagem teve acesso ao relatório e entrevistou o advogado Eduardo Kuerten, que defende os interesses de associados da Ceral, hoje representados pelo cooperado e também vereador de Anitápolis, Salésio Effting. Eduardo logo adverte, “na próxima assembleia geral, é preciso questionar as contas da Ceral. As demonstrações [de resultado de exercício contábil] anteriores irão, por certo, viciar estas contas. E, se assim for, não há condições para aprová -las. A análise do perito contábil apresentou conclusões bastante intrigantes. Encontramos muitas dúvidas e irregularidades que precisam ser esclarecidas aos associados e consumidores”

Matéria publicada originalmente em O Regional Sul





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